Na sexta-feira, dia 01 de agosto, a Nova Acrópole Tijuca ofereceu uma palestra sobre o trabalho na formação do homem. O palestrante Alexandre Chuva, ao falar sobre o assunto, ressaltou a peculiaridade da palavra “trabalho” e como o seu significado corriqueiro em muito se distancia do significado mais profundo e filosófico.

Segundo o dicionário etimológico da língua portuguesa, trabalhar pode significar: exercer um ofício. ocupar-se. lutar. esforçar-se. Hoje em dia, entendemos trabalho como um conjunto de tarefas e compromissos mais ou menos impostos e que vão contra as nossas verdadeiras vontades, sem o qual não conseguiríamos sobreviver. Percebemos, tão somente, a consequência mais material, externa e palpável possível do trabalho: a recompensa, na maioria das vezes financeira, que recebemos por ele. Esse, às vezes, se torna o único objetivo que uma pessoa possui ao, quando adulta, escolher uma profissão na qual trabalhar.

A filosofia à maneira clássica traz, segundo seu objetivo de resgatar os valores, uma nova matiz para esse assunto. Muito além de ser um mero “ganha pão”, o trabalho é também uma forma de nos aperfeiçoar e de entrarmos em contato com as nossas próprias virtudes. é através do trabalho que nos tornamos úteis para a sociedade e para nós mesmos, ao oferecer o que fazemos e o que temos de melhor. O trabalho pode ser vocacional (quando diz respeito ao nosso dom e às nossas habilidades mais profundas) ou voluntário (quando, sem pressões externas, fazemos aquilo que mais nos satisfaz e que acreditamos ajudar na construção de um mundo novo e melhor). Todas as formas dignas e autênticas de trabalho, quando movidas por uma motivação maior que a mera sobrevivência, podem ser postas em serviço de outras pessoas e de nós mesmos – gerando recompensas naturais, materiais ou não.

Através das palestras culturais, a Organização Internacional Nova Acrópole busca difundir o retorno da cultura, tal como foi conhecida na antiguidade – ou seja, a cultura como sendo o cultivo dos valores do homem. A reflexão crítica e filosófica dos mais diversos temas, dentro de um programa de estudos comparativos, pode nos ajudar – teórica e praticamente – a sermos melhores e a melhorar, também, o nosso entorno.

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