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Origens
Início
Desde sua criação, há 46 anos,
em 1957, a Associação Cultural Nova Acrópole
preocupou-se com os jovens e com uma melhor formação
filosófica, que deveria estar adaptada à
época atual, tudo isso em um quadro independente
e alheio a qualquer influência religiosa, política
ou social.
O professor Jorge Angel Livraga Rizzi, iniciador do
projeto, agrupou jovens universitários e estudantes,
aos quais prontamente se uniram personalidades do mundo
artístico e cultural, em torno de uma idéia
e de um movimento enriquecedor do espírito e
promissor para todos.
Nova Acrópole é reconhecida como uma Fundação
de utilidade pública na Argentina desde começos
da década de 1970 graças às suas
ações sociais e culturais. Neste período,
adquiriu dimensão internacional.
Hoje, está presente em mais de quarenta países
e reúne mais de 10.000 membros ativos e centenas
de milhares de simpatizantes, que se expressam em mais
de quinze idiomas e representam uma ampla gama de convicções
religiosas, origens étnicas e heranças
culturais em um esplendoroso exemplo de convivência
e compreensão.
Fundador
Jorge Angel Livraga Rizzi nasceu em Buenos Aires (Argentina)
em 03 de setembro de 1930. Faleceu em Madrid, em 07
de outubro de 1991. Tanto sua mãe, Victoria Rizzi,
quanto seu pai, Angel Livraga, engenheiro industrial,
procediam da Itália, de onde suas respectivas
famílias, de origem campesina, emigraram à
Argentina em finais do século XIX. Esta vinculação
familiar permitiu-lhe adquirir a nacionalidade italiana.
A morte prematura de seu pai, quando Jorge contava
com apenas quinze anos de idade, provocou-lhe uma profunda
crise que o levou a interessar-se pela Filosofia Esotérica.
Entrou em contato com a Sociedade Teosófica Argentina,
onde iniciou seus estudos sobre História das
Religiões e Simbologia, conciliando-os com sua
formação na Faculdade de Medicina da Universidade
de Buenos Aires. Paralelamente, suas inquietudes pela
História, Arqueologia e Artes levaram-no a cursar
estas matérias na referida Universidade. Cultivou
também a poesia, recebendo o Prêmio Nacional
de Poesia da Argentina em 1951, com seu livro “Lotos”.
Em 1956, fundou a revista “Estudos Teosóficos”,
destinada a divulgar, entre os jovens universitários,
as obras de Helena Petrovna Blavatsky, comparando-as
com as novas descobertas científicas do século
XX. No ano seguinte, por indicação do
reputado teósofo Sri Ram, ampliou o trabalho
mediante a criação de “Nova Acrópole”,
uma associação destinada a promover a
filosofia entre a juventude, seguindo o modelo das escolas
de filosofia clássicas, como a platônica
e a eclética. “Demo-nos conta de que a
humanidade dispunha de um imenso tesouro de sabedoria,
oculto e esquecido, fora de alcance da juventude. Uma
sabedoria capaz de dar respostas sobre o sentido da
vida e sobre a forma de melhorar a sociedade, bem como
o mundo que nos rodeia”, recordava em certa ocasião.
Poucos anos mais tarde, a Associação,
cuja vocação era internacional, saiu da
Argentina pela primeira vez, estabelecendo-se em Montevidéu
(Uruguai). Este primeiro passo, logo seguido por outros,
levou Nova Acrópole a outros países do
continente americano, como México, Peru, Chile,
Venezuela e Brasil. Em 1972, Livraga decidiu levar seu
ideal filosófico a terras européias, primeiro
à Espanha, depois à França e, em
seguida, ao Reino Unido. A expansão de Nova Acrópole
não cessou desde então, englobando, atualmente,
meia centena de países na Europa, América
e Ásia.
Pode-se dizer que a vida e a atividade de Jorge Angel
Livraga se entrelaçam com a do movimento por
ele fundado, centrando-se em dotar o mesmo de uma base
elaborada e rigorosa de conhecimento, síntese
dos grandes sistemas de pensamento que aportaram à
humanidade, através da história, os elementos
fundamentais para construir as civilizações
e as culturas. Viajante incansável, percorria
os países onde se encontra implantada a Associação,
promovendo atividades culturais, ministrando aulas,
escrevendo artigos e entrando em contato direto com
os mais variados tipos de pessoas.
Seu interesse centrou-se em conseguir que esta riqueza
do saber pudesse ser aplicada de maneira prática,
propondo a filosofia como uma maneira de viver, ao alcance
de todo tipo de pessoas, de diferentes mentalidades
e condições sociais, em todo o mundo.
Nesse sentido, costumava definir seu trabalho como “a
formação de um módulo de sobrevivência”,
cuja utilidade seria dar lugar a um novo indivíduo,
melhor, capaz de construir um mundo também melhor.
As barreiras que costumam separar os seres humanos e
fazê-los entrar em conflito, como a violência,
o dogmatismo, o racismo e todo tipo de exclusão,
poderiam deixar de exercer seus efeitos devastadores
com a promoção de um estilo de vida tolerante
e culto, firmemente assentado em uma sólida formação
filosófica, apropriada para despertar as qualidades
latentes existentes no interior de todos os seres humanos.
Suas Obras
A intenção de fazer chegar o conhecimento
e a filosofia a todo o tipo de público preside
as obras de Jorge Angel Livraga, com um claro sentido
pedagógico. Disso resulta que uma boa parte de
sua produção intelectual consiste na recompilação
de suas aulas e conferências, ditadas diante dos
mais variados tipos de público, sobre os mais
variados temas, ainda que sempre com um fio condutor:
a necessidade de despertar a consciência individual
em cada ser humano, a responsabilidade de fazer um mundo
mais justo e solidário, onde todos tenham acesso
à educação e à cultura.
Jorge Angel Livraga fez reflexões sobre o mundo
em que lhe coube viver e proporcionou argumentos para
exercer a liberdade de pensamento e a autonomia do indivíduo
diante das manipulações e dos enganos
dos poderosos. “Magia, Religião e Ciência
para o Século XXI” é o título
da recompilação de suas conferências,
reunidas em quatro volumes.
No começo de seu trabalho, iniciou-se no gênero
da narrativa de caráter histórico com
sua primeira obra, “Ankor, o Discípulo”,
em que narra as peripécias de um jovem aspirante
à sabedoria esotérica, no ambiente imaginário
dos momentos finais precedentes ao afundamento de Peseidonis,
o último vestígio da mítica Atlântida,
segundo os diálogos de Platão. Nesta obra
de sua juventude, Livraga verte os ensinamentos por
ele mesmo recebidos durante a etapa de sua formação
filosófica. Volta ao gênero da narrativa
histórica em “O Alquimista”, obra
recriadora do ambiente das fraternidades secretas da
Europa do século XVI, ao mesmo tempo em que vem
a ser uma defesa apaixonada da liberdade de pensamento.
A explicação de fenômenos da natureza
resume o conteúdo de uma de suas obras mais traduzidas:
“Os espíritos elementais da natureza”.
Esta intenção se estende a todo o âmbito
da Filosofia Esotérica em “Introdução
à Sabedoria do Oriente”, verdadeiro guia
para aqueles interessados em iniciar sua caminhada rumo
à busca do conhecimento subjacente aos fenômenos,
às filosofias e às religiões. Nesta
linha pedagógica, enquadra-se “Cartas a
Délia e Fernando”, uma série de
diálogos sustentados com dois de seus discípulos
mais próximos e diretos, sobre as inquietudes
que provoca na juventude o adotar o ponto de vista filosófico,
com o enfoque original do fundador de Nova Acrópole.
A observação dos fenômenos de nosso
tempo encontra sua forma em dois trabalhos singulares.
Um deles, “Os Mitos do Século XX”,
informa sobre as grandes palavras com que se têm
justificado muitos agravos, injustiças e contradições,
assim como constitui um convite a adentrar no século
XXI com maior independência e liberdade de critério.
Em “Möassy, o cachorro”, volta a essa
crítica mediante o recurso da ficção,
fazendo protagonizar a história de um cão
com aspecto humano, que enfrenta a irracionalidade humana
utilizando sua lógica simplicidade canina.
Como arqueólogo e profundo conhecedor da civilização
egípcia, escolhe Tebas, a milenar capital do
Médio Império, para interpretar alguns
dos aportes daquele mundo longínquo e, ao mesmo
tempo, próximo, pois, como disse o autor (um
tanto enigmaticamente), “Tebas é um estado
de consciência”.
Para penetrar na alma grega, Livraga elegeu o tema dos
gêneros teatrais, analisando, assim, “O
Teatro Mistérico: a Tragédia”. Esta
forma cultural lhe serviu para adentrar na realidade
profunda da alma e desvelar algumas de suas chaves,
sempre na busca da grandeza que, como herói interior,
todo ser humano guarda em si mesmo. Era o primeiro de
uma série de estudos deixados inconclusos.
Todas as obras aqui mencionadas foram traduzidas em
numerosos idiomas: francês, inglês, português,
grego, russo, checo, alemão e outros.
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Filosofia
em Ação
- Despertar no homem e na mulher uma visão global
através do estudo comparado das Ciências,
Religiões, Artes e Filosofias;
- Reunir os homens e mulheres de todas as crenças,
raças e condições sociais em torno
de um ideal de Fraternidade Universal;
- Desenvolver as capacidades do homem e da mulher para
que possam integrar-se à natureza e viver segundo
as características de sua própria personalidade.
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Organização
Nova Acrópole
Internacional 1) Associação
Cultural Internacional sem fins lucrativos
Nova Acrópole reúne numa Organização
Internacional, com sede em Bruxelas (O.I.N.A.), as associações
dos diferentes países que aderiram à sua
carta de fundação e a seus princípios
de ação.
OINA: Organização Internacional Nova Acrópole,
reconhecida como associação internacional
pelo Decreto Real de 12 de Fevereiro de 1990, nº
3/12-941/S de acordo com a lei de 25/10/19 do Reino da
Bélgica. Está matriculada no Registro Internacional
de Associações (ver Moniteur nº48 de
9 de Março de 1990, pág. 4489).
Nossa estrutura associativa garante o respeito pela diferença,
autonomia e iniciativa de cada um dos seus integrantes.
Em nosso modo de funcionamento, permitimos que a ação
se desenvolva com total independência de interesses
políticos, religiosos ou financeiros. Unimos esforços,
proporcionando condições concretas de desenvolvimento
interior e exterior, estimulando a iniciativa dos cidadãos
face à responsabilidade cívica e ao voluntariado
social.
Cada associação-membro é responsável
perante as autoridades do seu próprio país,
regendo-se de acordo com a regulamentação
internacional em matéria de associações.
Atualmente, nossa organização está
presente em mais de 42 países: 32 associações-membro
e 10 representantes. 2) Funcionamento
De acordo com os seus estatutos, a Junta Diretiva da Associação
Internacional está integrada por um representante
de cada uma das associações-membro. Dentre
seus membros mais qualificados, são eleitos os
integrantes do Conselho Executivo Internacional, que se
encarrega de coordenar e realizar os contatos necessários
para levar a cabo os acordos que se estabelecem em cada
reunião anual da Assembléia. Desde 1992,
é presidida por Délia Steinberg Guzmán,
que é também Presidente da Associação
Cultural Nova Acrópole da Espanha.
3) Financiamento
Gerenciamos um orçamento mínimo destinado
a cobrir gastos administrativos básicos de funcionamento.
Cada país contribui proporcionalmente para este
orçamento com uma quota, gerando de maneira autônoma
seus próprios recursos, segundo a legislação
em vigor.
No ano de 2002, este orçamento não excedeu
os U$ 15.000
3) Implantação Internacional
Clique aqui para conferir os países
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Ações
Nossa finalidade se desenvolve através de uma
Organização Cultural Internacional implantada
em 4 continentes nos mais diversos campos de atividades
culturais e sociais.
Está integrada por pessoas de todas as idades,
raças, níveis sociais e procedências.
A adesão dos sócios à associação
é livre e voluntária. E a sua participação
na vida da associação adapta-se às
circunstâncias pessoais, familiares e profissionais
de cada um.
Por que ações
culturais?
A cultura tem um grande poder de transformação
quando se converte num elemento vivo. Dá-nos
um maior conhecimento e alternativas para decidir adequadamente.
Há mais de 10.000 anos, a humanidade nos legou
uma importante herança. Se a adaptarmos e vitalizarmos,
poderemos nos beneficiar com suas experiências.
A autêntica cultura dá lugar ao florescimento
de verdadeiros valores interiores como ordem, justiça,
verdade, honra e liberdade, aproximando assim os indivíduos.
O ser humano assumiu sua condição humana
quando foi capaz de observar as coisas para além
das aparências, imaginando, comparando e criando
símbolos.
A cultura, face à crise de identidade que vive
o indivíduo do nosso século, produz novas
ações sociais, morais, filosóficas
e espirituais, preparando as jovens gerações
para constituir consciente e eficazmente o que deverá
ser o séc. XXI.
Por fim, a cultura permite que a tolerância e
a solidariedade unam os homens entre si.
Áreas de Atividade
A cultura não pode ser vivida nem transmitida
sem uma educação integral que ative as
dimensões do indivíduo em benefício
do conjunto.
Nossas diversas atividades têm como denominador
comum o exercício de uma missão educativa
através da pedagogia do exemplo, "a única
linguagem universal que todos os homens compreendem",
como muito bem assinalou o professor Livraga.
1) Escola de Filosofia à Maneira Clássica
Para viver o presente com projeção de
futuro, damos à filosofia um sentido "clássico",
que significa: prático e ativo, e não
apenas intelectual ou contemplativo. Ou seja, há
que viver o que se aprende e aprender do que se vive.
O programa de estudos abarca os mais importantes sistemas
de pensamento do Oriente e do Ocidente, com suas propostas
práticas para que o ser humano possa canalizar
suas potencialidades de forma eficaz. Aplica os valores
humanos essenciais e as qualidades atemporais que constituíram
o suporte de todas as civilizações.
Esta filosofia ativa desenvolve a capacidade do domínio
de si próprio, pacifica o espírito e atua
de acordo ao que nossa razão e consciência
podem captar da harmonia do mundo. Desta forma, concilia
sentimento, pensamento e ação, ensinando
a pensar por si próprio e a decidir livremente.
A prática da filosofia abarca todo o leque da
existência humana; serve para dar um sentido à
vida e não se deixar levar por ela.
2) Grupos de aplicação prática
É importante aprender através da prática:
só a experiência como vivência produz
mudanças profundas.
Para atuar na sociedade, há que conciliar a vida
individual e a vida coletiva, mas também compartilhar
experiências com os outros. Para tal, surgiram
os grupos masculinos e femininos: autênticas "Forças
Vivas" a serviço da sociedade e do mundo
circundante.
3) Espírito de participação
em ações comuns
Reunir homens e mulheres de boa vontade para, em conjunto,
atuarem a serviço do bem comum, isto é,
para além dos interesses particulares.
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Propósitos
A massificação da sociedade afeta a expressão
da inquietude humana, e as pessoas necessitam manifestar
suas aspirações. Esta exigência,
por si, justifica a presença de Nova Acrópole
na sociedade.
Para o professor Livraga, o ritmo acelerado das nossas
cidades, a falta de contato com a Natureza, a artificialidade
das nossas relações e comunicações,
e ainda as metas efêmeras e utilitárias
entorpecem a alma humana. Daí nosso empenho em
despertar o ser humano da sua letargia a fim de que
cada qual possa manifestar, autenticamente, o seu sentir
interior.
A situação atual confirma estas reflexões,
já que hoje, mais do que nunca, é necessário
desenvolver estes propósitos.
Princípios
1) O ser humano autêntico
É aquele que sabe atribuir a justa medida
ao essencial e ao efêmero, distinguir o verdadeiro
do falso e reunir harmoniosamente a vivência interior
e a vida exterior. A filosofia potencia as faculdades
da consciência, permitindo o conhecimento de si
próprio e a convivência em sociedade.
2) Renovação interior
O despertar interior autêntico projeta-nos para
uma nova criatividade, segurança, força
e domínio de si próprio, possibilitando
adaptação às dificuldades e oportunidades
da vida.
3) Renascimento cultural
Neste contexto, há que passar de uma cultura
conformista e vulnerável, segundo as modas, para
uma aplicação dinâmica e com visão
de futuro dos valores essenciais da filosofia, das ciências
e das artes.
Carta de fundação
I. Reunir os homens e mulheres de todas as crenças,
raças e condições sociais em torno
de um ideal de fraternidade universal.
II. Despertar uma visão global através
do estudo comparativo de filosofia, ciências,
religiões e artes.
III. Desenvolver as capacidades do indivíduo
para que possa integrar-se à natureza e viver
segundo as características da sua própria
personalidade.
Apresentamos princípios de união inspirados
em formas de pensamento tais como o Pitagorismo e o
Neoplatonismo, os quais, em sua época, proporcionaram
autênticos avanços na civilização.
I. Fraternidade entre todos
os homens
É a união para além das diferenças.
O respeito pelas diversas identidades e tradições
faz com que cada um, por sua vez, sinta-se cidadão
do mundo.
II. Convivência entre
as culturas
É a prática da tolerância através
de uma cultura integral, que permite relacionar todos
os campos da criatividade e do pensamento.
Esta integração torna compatível
e complementar o que de início parecia em oposição.
Procuramos harmonizar pessoas, idéias e sentimentos
novos e diferentes, dentro de um conjunto social mais
rico e aberto.
III. Desenvolvimento da capacidade
espiritual do indivíduo
O ser humano está integrado à natureza
e tem um potencial que ele próprio desconhece.
Assim, suas possibilidades de desenvolvimento são
quase ilimitadas.
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