Os
rumos do conhecimento
O atual cenário de um mundo em constante mudança tem exigido das pessoas uma performance diferenciada em termos individuais e profissionais, no qual não basta a simples aplicação das técnicas repassadas pelo sistema educacional. Hoje, exige-se das pessoas que sejam automotivadas, que saibam trabalhar em equipe e promover mudanças, entre outras competências.
Paralelamente a essa situação, os educadores se defrontam com limitações como currículos ultrapassados, disciplinas desconectadas entre si e métodos de ensino inadequados frente às novas exigências do mercado de trabalho. Somando-se isso ao fato da visível desvalorização e perda de identidade da figura do professor, chega-se a uma situação de impasse quanto ao futuro da educação e de seu verdadeiro papel na sociedade.
Mais do que nunca, é preciso encaminhar as pessoas para a vida, dar suporte à sua existência, enfim: promover a oportunidade para que todos se tornem cidadãos dignos e felizes, com um lugar em sua comunidade. Essas nobres atividades, reservadas aos educadores em uma sociedade sadia, têm sido associadas muito mais a utopias do que a um plano sistemático e organizado, aplicado diretamente aos problemas sociais com que a Humanidade se defronta. Hoje o educador está se tornando cada vez mais um mero reprodutor de conteúdos, em vez de assumir o verdadeiro papel que lhe cabe: formar seres humanos.
Essa problemática decorre de diversas variáveis já conhecidas e discutidas em toda a mídia, em âmbito governamental, acadêmico, empresarial, e até mesmo informalmente. Mas, em parte, ela também deriva de outras variáveis, tão importantes quanto, que têm sido esquecidas, talvez pelo próprio desconhecimento que se tem sobre o assunto. Uma delas, com certeza a mais importante, é a questão da vocação. Não é possível que pessoas desmotivadas consigam realizar tudo o que lhes é cobrado em termos individuais e profissionais. E um dos principais fatores que as tornam desmotivadas é o fato de que não estejam corretamente vocacionadas.
Claro que a vocação não é algo simples. Pelo contrário, sua complexidade demanda que seus profissionais, os educadores, dominem conhecimentos muito específicos em relação à natureza humana. Somente a partir daí eles terão a chance de realizar um bom trabalho. Nesse ponto é indiscutível que a Filosofia, entendida como uma disciplina teórica e prática é, sempre foi, e sempre será a ferramenta mais adequada para estudar, entender e aplicar tudo o que se refere ao ser humano.
Além disso, o estudo da Filosofia contribui para a promoção de outro tema transversal, que é a ética. As conseqüências negativas causadas pela falta de sua promoção são evidentes. Vários exemplos históricos comprovam que as civilizações que promoviam a ética não sofriam, com a mesma intensidade, os problemas que afligem a nossa sociedade.
Esse quadro torna mais relevante do que nunca a proposta do Curso “Filosofia e Vocação para Educadores”: ser a semente de uma proposta de formação de educadores que, por meio da Filosofia, possam entender melhor o que é o ser humano, o que é a vocação e qual o papel do trabalho nesse contexto, para a partir daí aplicar esse conhecimento de forma transversal em suas atividades profissionais. O resultado serão pessoas mais felizes, porque estarão vocacionadas; uma sociedade melhor, pois estará cada vez mais cumprindo com sua verdadeira função; e educadores mais dignificados, vocacionados e felizes, pois estarão atuando de forma integral em sua profissão e assumindo o papel que lhes cabe na comunidade - formar cidadãos conscientes que contribuam na construção de um mundo melhor.
O curso “Filosofia e Vocação para Educadores” atende a essas condições, pois desenvolve conteúdos que exigirão dos participantes o exercício de uma visão global, integrando e aproximando conhecimentos e visões ocidentais e orientais da herança cultural da Humanidade. Os que gostam de desafios e buscam a constante atualização profissional terão neste curso uma grande oportunidade de exercitá-lo.”
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