Dentro da celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente e resgatando a ideia de Vida Una presente em várias civilizações ao longo da História e abordada por Fritjof Capra no livro A Teia da Vida (1996), aconteceu na segunda-feira, 05 de junho, uma aula aberta na sede de São Leopoldo da Organização Internacional Nova Acrópole.

Na oportunidade, a educadora Bárbara Klimiuk Sinigaglia observou – reportando-se as pesquisas de Capra – que foi a partir do século XIX que iniciou um processo de fragmentação da visão do Ser Humano e da Natureza. “Adotando uma perspectiva auto-afirmativa, o ser humano passou a construir justificativas bastante racionais para se posicionar, praticamente abdicando os valores espirituais da condição humana”, diz Bárbara. Citou situações de enfrentamento, fanatismos, dificuldade em compartilhar, excesso de racionalismo, entre outros, que estão presentes em nossa cultura.

Foi abordado também o pensamento linear – que coloca como prioridade a busca do sucesso em determinadas áreas, sem considerar outros aspectos como crises e retrocessos -, que está levando o ser humano a uma visão reducionista da vida, no qual a mudança de paradigma torna-se essencial, ou seja, passar de um modelo auto-afirmativo para um modelo integrativo.

“Dentro da nova perspectiva, tomamos consciência de que cada uma de nossas escolhas e ações impacta no todo e gera transformações – para melhor ou o seu contrário”, afirma.

Foi explicado o modelo integrativo, de que a mudança do todo está potencialmente em cada um de nós, de que devemos buscar o conhecimento, ou seja, ser consciente da nossa própria presença no mundo: Saber Ser.

Segundo ela, para o novo paradigma assumiríamos a inter-relação em detrimento do individualismo. Teríamos consciência do propósito de nossas ações – para onde elas nos dirigem e aos demais.

Em A Teia da Vida, Capra ressalta que a mente humana pensa com ideias e não com informações. Quantidade de informações não significa qualidade de ideias. Para ele o ambiente interno (ecologia humana) é tão importante quanto o ambiente externo.

Trazendo da tradição filosófica a ideia de Vida Una –  que se manifesta tanto na tradição da filosofia quanto na visão do autor contemporâneo -, Bárbara nos convidou a refletir sobre como tudo isso pôde contribuir conosco hoje.

 

 

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