Aconteceu na sede de São Leopoldo da Organização Internacional Nova Acrópole – Filosofia, Cultura e Voluntariado – na noite de quinta-feira, 25 de outubro, uma aula aberta com o tema “Educação Integral. Desenvolvendo Potenciais Humanos”. 

Na oportunidade, a professora Bárbara Klimiuk Sinigaglia observou que já na Grécia Antiga a Filosofia preocupava-se com sua dimensão dialógica e investigativa. Os filósofos, com destaque para Sócrates e Platão, centravam-se no diálogo. Ao se dirigirem ao homem procuravam se comunicar com a sua capacidade de conhecer.

Segundo a professora, a Filosofia Dialógica é baseada na vontade de conhecer o outro. “O que em nós é semelhante e o que é dessemelhante? Estou vivendo de acordo com as ideias que escolhi viver?”

Ao destacar que a Dialógica promove o encontro entre as pessoas e não o enfrentamento, Bárbara propôs a formação de pequenos grupos, colocados em ambientes distintos, e distribuiu temas para as conversações. A ideia era que essas pessoas – desconhecidas uma das outras – estabelecessem um diálogo sobre determinado assunto durante 20 minutos.

Paideia
O resultado foi positivo. Pessoas que se encontraram pela primeira vez conseguiram dialogar durante o período de tempo proposto. “Isto é potencial humano, capacidade de diálogo, tão importante na sociedade humana. Sócrates dizia que a sabedoria está dentro de cada um, só precisamos ‘abrir uma janela’ para que venha à tona”, considerou Bárbara.

A professora resgatou, então, a Paideia – ideal educativo grego para a formação do cidadão, que propunha o aprendizado continuado ao longo de toda a vida, para que este pudesse desempenhar um papel positivo na sociedade.

Ela ressaltou a importância da educação integral para que o ser humano não abafe os diferentes elementos que o compõe – físico, energético, emocional, mental e espiritual.

Entusiasmo
Os participantes da aula aberta se mostraram entusiasmados com a experiência da noite. Os depoimentos comprovaram sua busca por um espaço de diálogo e reflexão.

Josiane Paraboni definiu o ambiente dizendo ter se sentido em casa. Já Daniela Andrade falou sobre o estímulo à reflexão e o compartilhar de forma responsável. A experiência preencheu suas expectativas – um local de debate de ideias, não de problemas, com potencialidade de trocas. “Não houve apresentação formal das pessoas (nome, profissão, etc.), e sim, de suas ideias.”

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