Na noite de 5 de junho, a sede de São Leopoldo da Organização Internacional Nova Acrópole – Filosofia, Cultura e Voluntariado – deu início as atividades relativas à Semana do Meio Ambiente com a aula aberta “Ecologia Mental. Somos Parte do Meio Ambiente.”

“Tudo está relacionado; o ser humano não está dissociado dos reinos mineral, vegetal e animal”, enfatizou, na oportunidade, o professor Ivanor Sinigaglia. “No entanto, o ser humano pode fazer escolhas conscientes. E isto o leva a questionar a vida e seu propósito. Afinal podemos fazer mais do que simplesmente nos adaptar a suprir nossas necessidades de sobrevivência e conforto”, afirma.

Nesse contexto, Sinigaglia citou o filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C), importante referência do pensamento ocidental, que afirmou que o bem maior, o que motiva o ser humano, é a felicidade.

Aristóteles argumentava que o ser humano possui duas naturezas – espiritual e material -, que precisam estar acordadas, para que o potencial humano possa se expressar. E assim, de forma consciente, fazer suas escolhas de vida. “Perguntas como se nossas escolhas de vida impactam no meio ambiente, se nossa forma de atuação é objetiva, e se consideramos os recursos naturais e os outros seres que também dependem deles”, foram questionamentos trazidos pelo professor.

BÚSSOLA DO COMPORTAMENTO

Outra ideia atemporal trazida por Sinigaglia foi o sistema de valores proposto pelo filósofo Sócrates (470-399 a.C), que permite ao ser humano identificar se as virtudes que escolheu viver estão sendo aplicadas e se necessitam de ajustes.

Em sua Bússola do Comportamento, Sócrates propõe cinco qualidades: piedade (colocar-se no lugar do outro), temperança ou moderação, justiça ou probidade, coragem (nosso ponto de apoio vem do coração, o amor pela humanidade nos faz corrigir nossas ações), e sabedoria (como elemento de aprendizagem: se o ambiente em que vivo não é adequado, tenho que antes de mais nada melhorar a mim mesmo).

Sinigaglia ressaltou a importância do esforço de cada um – e do conjunto – para que tenhamos um amanhã melhor. “Em relação ao meio ambiente temos agido como poderíamos? Não nos falta acesso a informação, nem tecnologia. Precisamos, no entanto, colocar em ação aquilo que aprendemos”, concluiu.

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