A Organização Internacional Nova Acrópole, através da sua sede de Curitiba, promoveu na primeira semana de outubro uma série de três apresentações musicais gratuitas, intitulada “Ode à Música”.

As apresentações contaram com formações pequenas de músicos profissionais, todos em caráter voluntário, cujos estilos variavam desde clássicos do pop & rock, choro nacional e música erudita de câmara.

No primeiro dia do evento, 01 de outubro, o quarteto de cordas HSQ, trouxe o seu show “Os Clássicos do Rock, Pop e Erudito” enaltecendo músicas que se imortalizaram nas rádios do mundo inteiro.

Ao final, o público vibrou quando os músicos fizeram o BIS “Kashmir”, do Led Zeppelin. Para muitas pessoas, era a primeira vez que viam instrumentos típicos de orquestra, como o cello ou viola, tocando músicas deste gênero.

O duo de clarinete e violão, protagonizados respectivamente por Rafael Cardoso e Eric Moreira, presenteou o público no segundo dia de apresentações, dia 02, com notáveis obras do choro nacional, como “Cheguei”, de Pixinguinha. Em seu repertório, trouxeram também obras do compositor paranaense Claudio Menandro. Ao final, Eric agradeceu o público dizendo que o que fazia sentido para eles era justamente ver o sorriso dos que lá estiveram.

Para encerrar este ciclo de apresentações, no dia 04 de outubro, o multi-instrumentista Bruno Velasco, também organizador do evento, trouxe o seu recital de flauta, acompanhado por Midiã Rosa Cabral no piano e Claudiney Lima, no cello.

O concerto intitulado “Do Barroco ao Contemporâneo”, iniciou com duas peças de Bach – a Ária da Suite nº 3 e a Sonata em Mi bemol maior, para flauta. O concerto contou com breves explicações pelo flautista sobre as peças, como foi o caso da peça seguinte, Syrinx, de Debussy, em que o público tomava contato com o mito grego do deus Pan e a sua musa de mesmo nome da peça.

Um dos pontos altos da apresentação foi a apresentação do 2º movimento da obra “La Flûte de Pan”, na qual era inspirada nos pássaros, em que a flauta parecia lamentar como um triste canto de um rouxinol. O concerto terminou com dois tangos de Piazzolla, “Oblivion” e “Libertango”.

A organização do evento explicou como foi convidar os músicos para participar deste evento: “A boa música não tem nome, não tem estilo. Ela tem intenção, mensagem, e como resultado, proporciona bons momentos para a alma. Foi com isto em mente que pudemos convidar as pessoas cujo trabalho refletem essas premissas que para nós são tão importantes“.

Fotos por Eliel de Ramos: http://www.fotografosmieli.com.br/

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