Neste mês de junho, a Organização Internacional Nova Acrópole, em diversos países ao redor do mundo, comemora a Semana do Meio Ambiente.

No Brasil, no estado de Santa Catarina, a Organização Nova Acrópole de Criciúma promoveu, nesta noite de quarta feira, 07 de junho, mais um evento que celebra e rememora a Vida do meio ambiente.

Desta vez, a homenagem foi por meio da Palestra A relação indígena com a Natureza”. A palestrante Silvia Verona Zanol trouxe ao público a riqueza de um povo que nos deixou um legado, em ampla área de conhecimentos. Sua forma prática de vida, sempre continha o aspecto mágico e sagrado com que enxergavam todas as coisas.

Silvia recordou a admirável relação e integração que o povo indígena tinha com a Natureza. “O índio é aquele que nos faz retornar à profundidade que há na simplicidade da vida. Cada detalhe, cada pedaço da construção de sua própria história era tratada de maneira cerimonial. Desde o nascimento de um pequenino índio até a importância que davam a cada fase humana, da infância, adolescência, do adulto e do ancião, cada qual com seu rito de passagem que demarcava uma importante transformação interior”, conta a palestrante.

A sabedoria destes povos era tamanha, que até hoje nos beneficiamos de suas heranças, marcadas em muitos fatos históricos. Silvia rememora alguns destes fatos: desde a criação do calendário mais perfeito da Humanidade com os maias, os tupis e guaranis que deixaram importantes conhecimentos na área dos fitoterápicos, os guaranis e os incas que descobriram as chamadas manchas claras e escuras da Via Láctea para o saber astronômico, assim como a descoberta dos efeitos das lunações sobre as marés através dos guaranis e dos tupis, além de construírem, de maneira estratégica e inteligente, extensas redes de estradas, o que no ocidente só conseguimos comparar com a do império romano, até uma gigantesca Tenochtitlan com 1 milhão de habitantes e infraestrutura de alta qualidade. “Tudo isso nos faz refletir quando escutamos falar dos índios como povos primitivos”, completa Silvia.

“A grande lição deixada por estes povos era de enxergar na Natureza um Grande Livro de Sabedoria, o qual, para eles, é a Mãe que detém todos os ensinamentos, tão necessários a evolução da vida humana.”

Rafael, que assistia a palestra, comenta: “Às vezes não nos damos conta da nossa própria ignorância, de acharmos que, por ter hoje mais tecnologia, somos seres humanos mais avançados. E entramos no automatismo de considerar os povos da antiguidade como primitivos. Conheci aqui a sensibilidade e o sentimento que deixaram estes povos. Como nos deixaram lições de vida. Posso agora me inspirar em seus ensinamentos, aprender com estes e com tantos outros povos que nos precederam, e ter a possibilidade de exergar um futuro melhor para todos nós”.

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