• 12 de julho de 2015

“Não escreverei mais versos, oh, misteriosos gênios!
Não imprimirei mais vãs e sonoras obras”
– o poeta dizia -,

“Doravante, seja o silêncio minha melhor poesia.
Doravante, o ritmo nobre de meus atos diversos,
seja, gênios celestes, o ritmo de meus versos.
Doravante, estes meus olhos, de olhar claro e puro,
perto de cuja luz todo verso é obscuro,
traduzam o inefável de minhas ânsias supremas,
melhor que as estrofes dos poemas profanos…

E o que seu silêncio não souber expressar,
leia nas estrelas, nas montanhas, no mar;
e na voz trêmula de uma amante mulher
(sempre e quando seu enigma sutil souberes ler);
nas brisas discretas, nos trovões selvagens,
e na núvem errante que sempre vai de viajem…

Oh! Diáfano fio de água; aquilo que calo, diz!
Oh! Rosa milagrosa; faz teus versos por mim!

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